Diagnóstico do Exercise Induced Collapse (EIC)

O EIC e é apontado como a causa mais comum para a intolerância ao exercício em cães jovens dessa raça nos EUA (TAYLOR et al., 2008) e decorre da mutação de um gene codificador da proteína dinamina 1 (DNM1). A intolerância ao exercício pode ser ocasionada por anormalidades cardíacas, respiratórias, osteomusculares ou neurológicas. 

O diagnóstico é realizado apenas após exclusão de outras enfermidade mas o diagnóstico definitivo é feito apenas por testes moleculares.

O primeiro caso da doença no Brasil foi registrado em 2014 e desde então os criadores sérios, passaram a incluir em seus perfis de DNA os testes para identificação do EIC.

É importante salientar que não existe um exame que seja realizado na rotina dos ambulatórios veterinários e que confirme a síndrome.

Entendendo os resultados

Os testes genéticos realizados podem apresentar 3 resultados possíveis para cada exemplar: clear (nenhum gene defeituoso encontrado), portador/carrier (1 gene defeituoso encontrado), afetado (2 genes defeituosos encontrados)

Nem todo exemplar que tem um gene defeituoso desenvolverá a doença. Daí a importância de realizar os testes preventivos e, mais importante ainda, adquirir cães APENAS de criadores que efetivamente fazem testes em seus cães e divulgam seus resultados publicamente. É só com transparência e informação de qualidade que a raça se desenvolve e o plantel geral se torna mais saudável.



E porque alguns cães ´portadores´ foram reproduzidos? 

Ao contrário do que se pode pensar num primeiro momento, a simples eliminação de TODOS os cães portadores – não estamos falando dos AFETADOS, apenas dos PORTADORES – seria altamente prejudicial para a raça porque reduziria de forma drástica pool genético de todos os labradores e, dentro de qualquer raça de cães com pool genético fechado, o risco de desenvolvimento de fixação e aparecimento de novas doenças seria muito maior.

É importante ter em mente que QUALQUER acasalamento deve ser feito EXCLUSIVAMENTE por criadores que efetivamente realizam testes em seus exemplares. Só criadores responsáveis, que tornam públicos as informações de saúde de seus cães, serão capazes de garantir que um cão portador só será acasalado com um cão comprovadamente livre de EIC, contribuindo, desta forma, para a redução, a longo prazo, dos genes defeituosos.

Como se pode notar, na criação de cães e na genética, não há uma linha imutável que separa o preto e o branco.

Nós, criadores responsáveis e que realmente estamos preocupados com o desenvolvimento da raça labrador no Brasil, ao invés de usar a internet para denegrir a imagem da raça que amamos, usamos todos os recursos disponíveis para, a partir da análise dos exemplares, promover acasalamentos que gerem exemplares que estejam aprovados nos critérios de saúde, temperamento e de acordo com padrão da raça.

Manter a diversidade genética é crucial se quisermos manter a saúde de nossos cães com pedigree.


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