Compreendendo a genética

Não existe motivo plausível para atacar um criador porque ele realizou um teste genético, e não retirou o cão de reprodução!!!

No caso da atrofia progressiva da retina (PRA) por exemplo: esta é uma doença genética que leva à cegueira do cão, porém os sinais clínicos iniciam em idade variável, e o progresso da doença é lento e também variável de cão para cão. Órgãos americanos de orientação a criadores (como a OFA, por exemplo), determinam que o cão com diagnóstico de PRA deve obrigatoriamente ser retirado de reprodução. Porém, nem este, nem nenhum órgão determina a retirada do cão de acordo com seu teste genético somente, afinal:

🐶O cão PORTADOR jamais irá desenvolver a doença, e só terá filhotes doentes em casos de reprodução com outro cão portador.

🐶Quando o cão AFFECTED/AT RISK é detectado no teste genético, isto não é um diagnóstico precoce! Não significa que o mesmo tem a doença, mas sim que ele possui RISCO AUMENTADO de desenvolvê-la. Mesmo que este cão desenvolva a doença no futuro, quando a escolha do casal é correta (reproduzindo com um animal CLEAR/NORMAL), este cão jamais terá filhotes doentes!!!

ATENÇÃO!

🐾🐾🐾os defeitos e qualidades de um cão são um CONJUNTO, que devem ser pesados para a decisão de sua reprodução! Testes genéticos NÃO DEVEM ser utilizados de maneira ISOLADA para a decisão de castrar um cão!

🐾🐾🐾quem ataca criadores que testam geneticamente seus animais, e não ataca criadores que não fazem teste de saúde algum, tem qual objetivo?


Pense nisso 😉

Autora do texto: Fabiana Michelsen de Andrade possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1996), mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999), doutorado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2003) e pós doutorado no Institute for Cell & Molecular Biosciences (Newcastle University - UK), onde trabalhou com análises de expressão gênica em células neuronais em cultura (SH-SY5Y). 

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